] Conclusões culinárias 2 [
De tudo o que ficou, resta sempre algum aprendizado sobre a possibilidade de fazer uma limonada acaso a vida me dê limões. Neste caso, eu preciso parar com a mania de querer fazer mousse toda vez.
] 08 de abril de 2013 [
] Conclusões culinárias 1 [
Estou líquido demais! Temo q a felicidade contenha um pouco de Maizena.
] 07 de abril de 2013 [
] Sal da Terra [
Eu precisava ser salvo de maneira urgente. Salvo de mim e dos meus atropelos. Salvo de nadar na poeira que o tempo deixa enquanto passa pela gente. Eu fiquei por lá buscando na miragem do que fui a bóia dos teus braços úmidos a envolver-me o desvario. Enquanto isso, neste agora que me esbofeteia a cara, não me dei conta de sua umidade. Você passou por mim várias vezes. E em todos os rostos não te reconheci. Eu te neguei muito mais do que três vezes. E antes do raiar da aurora já entardecia a minha hora e você tinha passado. Era tarde quando me virei a tempo de vê-lo partir com olhos de estátua de sal. E assim tem sido. Quando foi que me traí? Ofereço as 30 moedas de prata pra quem tiver uma picareta. Espanador para limpar a poeira seria pouco mais que um engodo. Mas um pouco de água corrente me faria bem.
] 08 de Abril de 2013 [
] Bagunça [
Minha vida está uma bagunça e isto se reflete no estado de coisas do meu quarto... Santa diarista, que ela não me falte amanhã! Preciso de alguma ordem e progresso nessa terra de ninguém. Não pensem que me engano enquanto me preencho de coisas ao redor. Há sempre um escaninho vazio na alma, uma ausência desconcertante, às vezes projetada aqui e ali. Constelada neste ou naquele. Mas há sempre uma ausência. Minha bagunça me afronta com a visão do meu excesso, sintoma transbordante de uma necessidade. Aqui, de dentro do que me falta, tudo transborda. E eu, embora arrependido de algumas escolhas e freqüentemente de tantas não-escolhas, continuo tentando. Rogai por mim santa diarista! E que não seja tarde demais para me encontrar para além dos meus escombros. Amém!
] 07 de Abril de 2013 [