] Sob a Palavra [
] Ato 1 [
A palavra amordaça o que em mim grita.
A palavra aperta o que em mim esgarça.
A palavra quer encaixar o que em mim não cabe.
A palavra deita o que em mim é vertical.
A palavra tem começo, meio e fim.
A palavra resume o que em mim sobra...
E sangra pelos espaços entre.
] Intermezzo [
A palavra é um incômodo: a pedra no sapato.
E, no entanto, o próprio sapato.
] Ato 2 [
Sem a palavra, o que em mim grita, seria apenas loucura.
Sem a palavra, o meu esgarçamento seria a perdição de quem se afoga.
Sem a palavra, o que em mim não cabe, também não caberia no mundo.
Sem a palavra - o que em mim é vertical - seria vertigem, por não tocar o chão.
A palavra em mim é sempre começo. É meio para que eu me Seja. E noção de fim para que, sob ela, eu não finde.
A palavra só resume
Para que eu continue sangrando.
] 04 de Junho de 2014 [
A palavra amordaça o que em mim grita.
A palavra aperta o que em mim esgarça.
A palavra quer encaixar o que em mim não cabe.
A palavra deita o que em mim é vertical.
A palavra tem começo, meio e fim.
A palavra resume o que em mim sobra...
E sangra pelos espaços entre.
] Intermezzo [
A palavra é um incômodo: a pedra no sapato.
E, no entanto, o próprio sapato.
] Ato 2 [
Sem a palavra, o que em mim grita, seria apenas loucura.
Sem a palavra, o meu esgarçamento seria a perdição de quem se afoga.
Sem a palavra, o que em mim não cabe, também não caberia no mundo.
Sem a palavra - o que em mim é vertical - seria vertigem, por não tocar o chão.
A palavra em mim é sempre começo. É meio para que eu me Seja. E noção de fim para que, sob ela, eu não finde.
A palavra só resume
Para que eu continue sangrando.
] 04 de Junho de 2014 [


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