] Junto do teu mar profundo [ *
Náufrago,
Vim pelas vagas da tempestade.
E vim com sede.
A corrente que me trouxe,
Não sei como,
Me fez esbarrar nessa ilha
Feito concha regressada.
Perscrutei
As tuas ondas,
As tuas cores,
E tudo me pareceu tão natural
Que senti medo:
O que vejo nas tuas trilhas
Sou eu?
Tenho medo de lançar âncora
E ferir os teus corais.
Por isso contemplo o teu mar profundo,
Apostando no palpite
De que dá pé.
Enquanto isso aguardo
Na efervecência das minhas bolhas,
A resposta do teu ar.
* para um certo poeta
(30/08/08)


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